A vantagem dos míopes: entre história e literatura
DOI:
https://doi.org/10.12797/SI.13.2014.13.05Palavras-chave:
ficção autonarrativa, auditividade, história e literatura, memória coletiva, autoritarismoResumo
Através de uma sucinta apresentação dos aspectos culturalmente específicos do processo de desenvolvimento da vida intelectual brasileira procura‑se lançar uma nova luz sobre o conceito de auditividade, considerado fundamental para o estudo das complexas relações entre a literatura e a história no Brasil. Sob essa ótica, a ficção autonarrativa de feição memorialística deve ser apreendida enquanto uma alternativa para o discurso histórico, uma vez que, manifestando a sua própria ficcionalidade e as limitações do seu próprio foco narrativo, ela consegue evitar as pretensões globalizantes que no caso da heterogênea sociedade brasileira se afiguram inadequadas.
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